I

PRIMEIRA PARTE



A noite estava agradavelmente calma, perfeita para uma caminhada. Dava para sentir uma leve brisa tocar o rosto, os únicos sons que se ouviam eram da minha respiração e dos meus passos nas folhas. Vultos surgiam e desapareciam com a mesma facilidade por detrás das árvores, comecei a ficar ansioso, minha respiração começou a ficar acelerada, resolvi tirar a camisa, me encostar em uma árvore e deixar que o destino escolhesse ao acaso. Não demorou muito e senti alguém passando a mão na minha barriga, descendo, acariciando meus pêlos, logo meu pau já estava duro e sendo engolido por um desconhecido, melhor assim, prefiro não saber quem é, chega de envolvimentos... fiquei calado enquanto o desconhecido se deliciava, chupando deliciosamente meu pau que latejava de tesão, passei a mão pelos seus cabelos ajudando no vai e vem, fiquei assim um bom tempo, sentindo a cabeça do meu pau encostar na sua garganta , com uma das mãos segurava sua cabeça, a outra já estava preparada, e quando ele começou a lamber meu saco, a passar a língua pela minha virilha um objeto pontiagudo penetrou sua nuca, seco e direto, não ouve barulho algum, continuei segurando seus cabelos por um tempo e depois deixei ele cair suavemente encostado na árvore. Tirei um pequeno objeto do meu bolso e coloquei embaixo da sua língua.

A noite ainda estava agradavelmente calma e uma leve brisa passou pelo meu rosto. Vultos surgiam e desapareciam do meio das árvores e um deles estava totalmente  imóvel, encostado numa delas. Continuei a minha caminhada pelo meio das árvores onde agora alguns casais iam se formando na penumbra, enrolei o objeto pontiagudo na minha camiseta, minha respiração começou a ficar mais calma. Caminhei uns duzentos metros e entrei no meu carro, fui para casa ao som de uma música argentina, que não faço a menor idéia de quem seja o cantor, escutei ela umas três vezes até chegar em casa. Tomei um banho frio e com o corpo ainda molhado fui até a cozinha preparar algo para beber, desenrolei o picador de gelo da minha camisa e preparei uma generosa dose de vodca. Fiquei ali bebendo, nu, olhando a madrugada da minha janela .

3 comentários:

Fábio disse...

Muito interessante esse blog. Um visual clean e um tanto misterioso criam uma expectativa no leitor a respeito do que ele irá ler.
Parabéns mais uma vez senhor Cacimiro. O tempo tem nos mostrado que o talento de um artista só vai se apurando com o passar do tempo!

Gostei muito!

Edson Cacimiro disse...

Um brinde ao tempo então!

Sérgio Cunha disse...

gostei, um toque de erotismo sadomasoquista...